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Casa e Família

Ataques de birra - 30/07/2012

Mariana Bueno

Os pais educam, dão carinho, atenção, ensinam boas formas, conversam... Mas às vezes não tem jeito, a criança tem um ataque de birra. Seja por frustração, raiva ou algum desapontamento, elas choram, gritam, batem os pés e deixam sem saber o que fazer. Além da sensação de vergonha quando tudo isso acontece no meio de uma loja ou no restaurante.

Se seu filho se comporta dessa forma, não se preocupe. Os ataques de birra são normais, fazem parte do desenvolvimento das primeiras fases da vida da criança e acabam por volta dos quatro anos.

De acordo com Christine Bruder, psicóloga e psicanalista do berçário Primetime Child Development, o que ocorre é que, na fase que vai de um a três anos, as crianças estão aprendendo muitas coisas sobre o mundo e ansiosas para assumirem o controle. Elas querem fazer suas próprias escolhas e, às vezes, podem não lidar bem com a contrariedade. “Há um grande descompasso entre a necessidade de afirmar a independência e suas reais habilidades e possibilidades, gerando sentimentos fortes e difíceis de serem manejados pela criança. Nessa fase ela não discrimina claramente, não entende e nem mesmo sabe nomear seus sentimentos”, explica.


Os pais precisam manter a calma. A psicóloga orienta dizer à criança, com poucas palavras, o que aconteceu e mencionar o nome do que supõe-se que ela esteja sentindo. “Pergunte se ela quer colo ou um abraço para ajudar a se acalmar e, se não quiser, afirme que você estará ao lado esperando que ela se acalme ou precise de você. Às vezes o tom de voz sereno e pausado que os pais usam ao falar pode ter um efeito calmante. Se a criança chutar, gritar, se bater ou bater nas pessoas, arremessar objetos, os pais devem segurá-la de forma firme, porém gentil, e redirecionar a atenção dela para outra coisa até que se acalme”, aconselha. E se o motivo do ataque de birra foi um “não” dos pais? “Eles devem manter-se firmes e não devem voltar atrás na decisão”, diz. Quando a birra acontece em público, os pais podem levar a criança para um lugar mais sossegado, mas em hipótese alguma ignorá-la ou ameaçar deixá-la sozinha. Pais que demonstram um bom controle de seus próprios sentimentos e que colocam em ação estratégias eficientes de administração de conflitos no dia a dia costumam ser bons modelos para os filhos.

Assim como as ameaças, os castigos e as promessas de presentes também não são recomendadas. “Isso pode dar a impressão de que os ataques de birras são uma ferramenta de barganha. E os castigos não funcionam. Se dão resultado, é porque a criança sente medo ou ansiedade, mas nenhum desses estados promove o amadurecimento emocional”, afirma a psicóloga.

 

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